16 de setembro de 2020

Os quatro troféus da Copa João Havelange 2000

Após a confusão no Campeonato Brasileiro de 1999 ir parar na justiça, a CBF foi impedida de organizar o Campeonato Brasileiro em 2000. A solução foi o extinto Clube dos 13 organizar um campeonato as pressas e não poderia usar o formato e nem as promoções e rebaixamentos entre as divisões do Brasileirão 1999, mas acabou usando a posição dos times como parâmetros para a organizar 4 módulos:


O módulo azul reuniu os times da 1ª divisão 1999 + os os que ascenderam da 2ª divisão, mais alguns outros times que estavam na 2ª divisão, totalizando 25 times. Os 12 primeiros colocados seguiram para a fase final.

O módulo amarelo reuniu times da 2ª e 3ª divisão de 1999, totalizando 36 times. Os 3 primeiros colocados seguiram para a fase final.

O módulo verde reuniu outros 28 times das regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste que estavam na 3ª divisão,mais outros times que foram convidado outros times foram convidados.

O módulo branco reuniu outros 27 times das regiões Sul e Sudeste que estavam na 3ª divisão, mais outros times que foram convidados. Os módulos verde e branco se uniam em determinado momento e o vencedor do módulo unificado ganhava 1 vaga para a fase final.

TROFÉUS - percebe-se que os 4 troféus tem o design semelhante, mudando apenas uns detalhes, como a cor.

O Cruzeiro-MG ficou em primeiro no módulo azul, mas não ganhou nenhum troféu. Foi eliminado na semi-final da fase final.

O Paraná-PR conquistou o módulo amarelo e ganhou um troféu cobreado. Foi eliminado nas quartas da fase final.


O Matutrom-PR conquistou o módulo verde/branco e ganhou um troféu cobreado. Foi eliminado nas oitavas da fase final.


O São Caetano-SP foi vice do módulo amarelo e não ganhou troféu, mas avançou para a fase final e foi vice-campeão e ganhou um troféu prateado.


O Vasco-RJ passou para a fase final em 5º lugar no módulo azul e acabou sendo o campeão e ganhou um troféu dourado.


Devido a organização dos módulos, muitos consideram o Paraná como campeão da 2ª divisão de 2000 e o Malutrom como campeão da 3ª divisão de 2000, porém a CBF só reconhece o Vasco e São Caetano como campeão e vice, respectivamente do Campeonato Brasileiro de 2000.

9 de setembro de 2020

Copa Rio e Copa Rivadávia Corrêa (1951-1953)

Considerado um Mundial de Clubes pioneiro, por partes dos torcedores dos times que a conquistou, a Copa Rio Internacional foi um marco no início dos anos 50. É fato, que havia uma valorização do torneio na época, pois não havia nenhum torneio semelhante, e que as edições contaram com a organização da CBD (percussora da CBF) e a autorização da FIFA, contando com times de outros países, que eram potências em suas regiões.


As partidas foram disputadas em São Paulo e no Rio de Janeiro e todas as finais foram no Estádio do Maracanã, que naquele momento era o maior do mundo e havia sediado as finais da Copa do Mundo de 1950. As três edições contaram com 8 equipes, mas nitidamente a última, em 1953, foi a menos prestigiada por ter menos clubes estrangeiros, além de ter o nome do torneio alterado. Abaixo, os participantes de cada edição:

1951: Palmeiras e Vasco (Brasil), Áustria Viena (Áustria), Sporting (Portugal), Nacional (Uruguai), Nice (França), Estrela Vermelha (Iugoslávia), Juventus (Itália).

1952: Fluminense e Corinthians (Brasil), Peñarol (Uruguai), Sporting (Portugal), Grasshopper (Suíça), Áustria Viena (Áustria), Libertad (Paraguai), Saarbrücken (Alemanha).

1953: Vasco, Botafogo, Fluminense, Corinthians e São Paulo (Brasil), Hibernian (Escócia), Olímpia (Paraguai), Sporting (Portugal).
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GALERIA DOS CAMPEÕES:
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1953 Vasco (Brasil)

1952 Fluminense (Brasil)

1951 Palmeiras (Brasil)

3 de setembro de 2020

Cadê o troféu do Torneio Rio-São Paulo dos anos 50 e 60?

Mário Filho era jornalista, proprietário do Jornal dos Sports, e um dos maiores entusiastas do futebol brasileiro do seu tempo. Não a toa, teve a honra de ser homenageado com o nome oficial do maior estádio do Brasil: o Maracanã.

Outro feito conseguido por Mário Filho, foi planejar e executar junto às federações de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo, um torneio que reunisse os grandes times do Brasil na época. Após um torneio isolado em 1933 e outro inacabado em 1940, Mário Filho trouxe de volta em 1949, o Torneio Rio São-Paulo. E para isso, doou um troféu digno para a maior competição de futebol do Brasil: a Taça Jornal dos Sports.

O regulamento previa que o troféu seria de posse transitória e o campeão atual guardaria o troféu e devolveria após o torneio ter um novo campeão no ano seguinte. Quando o mesmo time ganhasse 3 vezes seguidas ou 5 vezes no total, ganharia o direito de conquistar essa taça definitivamente.


Pesquisando nos arquivos do Jornal dos Sports, encontramos a trajetória do cobiçado troféu, e de fato, ele era entregue anualmente e temporariamente ao campeão, sendo devolvido para ser entregue ao próximo campeão. Nota-se a falta de imagens tradicionais dos jogadores em campo erguendo o troféu e fazendo festa após a partida final. Isso se deve ao fato de que o troféu só era entregue pelo campeão anterior somente após conhecido o novo campeão. E essa entrega tinha vezes que levava dias, semanas ou até meses.

Conforme mostra nos recortes abaixo, registros da entrega do troféu aos campeões em 1950, 1951 e 1957:


Conforme podemos notar, há registros que mostram a trajetória do troféu, conforme previsto no regulamento. Abaixo, mais alguns registros de 1958, 1959, 1961 e 1963. 





O troféu era de prata, muito bem trabalhado e detalhado e possuía uma base solta de madeira que trazia placas com o nome de seus campeões. Segundo o Jornal dos Sports em matéria de 1964, o troféu estava avaliado em 1 milhão de cruzeiros.


Quando o título foi dividido entre Botafogo e Santos em 1964, não localizamos registros de com quem ficou a posse o troféu no período. Porém, em 1965, o Palmeiras recebeu o troféu após a conquista do torneio. E é aí que as coisas mudam, pois foi o último registro de entrega do troféu, localizado em nossa pesquisa. 


Vale mencionar que em alguns anos tiveram outros troféus secundários oferecidos por outras pessoas e, por isso, alguns clubes tem outros modelos de troféus em seus memoriais de conquistas, ao contrário da Taça do Jornal dos Sports que era a principal e não se faziam réplicas para os clubes campeões.

Em 1966, aconteceram três fatos que contribuíram para a confusão e talvez, para o desaparecimento da taça:

1 - o torneio acabou com 4 times na liderança e por falta de datas disponíveis por causa da Copa do Mundo naquele ano, declararam os 4 times como campeões: Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco.
2 - Morre Mário Filho, idealizador e entusiasta do troféu e torneio.
3 - acabou sendo a última edição do Torneio Rio-São Paulo, pois no ano seguinte é inaugurado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa que incluiu times de outros estados e que mais tarde seria oficializado como campeonato brasileiro.

Diante desses fatos, os registros do histórico troféu desaparecem e não se sabe com quem ficou. Existem muitas teorias, mas nenhuma delas é confirmada:
* Palmeiras como campeão de 1965 e último campeão sozinho não chegou a devolver o troféu?
* o troféu teria sido devolvido para o Jornal dos Sports?
* o troféu ficou com a federação do Rio ou de São Paulo?
* Corinthians e Santos acabaram tendo mais títulos com 4 cada um. Teria ficado com algum deles?
* nenhuma das opções anteriores e simplesmente sumiu?

Diante desse relato histórico, de um dos torneios mais importantes do futebol brasileiro, se alguém tiver informação do paradeiro desse importante troféu, por favor, entre em contato conosco, através dos comentários ou de nossa página no facebook "Troféus do Futebol".

Fonte das imagens: Jornal dos Sports

Galeria dos campeões do Torneiro Rio-São Paulo:

Pesquisa feita por: Ariel Carvalho - Blog Troféus do Futebol.
Agradecimento: Albert Faria.

26 de agosto de 2020

Troféu do campeonato alagoano 2020 foi roubado de mentira.

Na manhã do dia 02 de abril de 2020, a Federação Alagoana de Futebol anunciou que o troféu do Campeonato Alagoano de 2020 teria sido roubado. Horas depois, a própria federação admitiu que o troféu estava seguro e tudo não passou de uma jogada de marketing para atrair atenção para o troféu e o campeonato alagoano. Na véspera foi o dia da mentira e aproveitaram o momento para fazer uma mentirinha atrasada.


Fontes:

19 de agosto de 2020

Campinense devolveu o troféu do campeonato paraibano em 2015

A diretoria do Campinense não ficou nada satisfeita com o troféu recebido pelo time após o título de campeão estadual da Paraíba em 2015. Apesar de erguer a taça e levar para casa, ela acabou sendo devolvida para a Federação Paraibana de Futebol alegando que foi feita com material de má qualidade para a grandeza do campeonato paraibano.


A Federação Paraibana alegou que o troféu foi comprado pela diretoria anterior e aceitou confeccionar um novo troféu que acabou sendo aprovado e entregue ao Campinense, 6 meses após o título. Curiosamente, o design dos troféus do campeonato paraibano dos anos seguintes, são indiscutivelmente mais bonitos que os que vinham sendo usados até então.